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“O homem nada sabe, mas é chamado a tudo Conhecer.” 
(Hermes)



Hermes Trismegisto (em latim: Hermes Trismegistus; em grego Ἑρμῆς ὁ Τρισμέγιστος, "Hermes, o três vezes grande") era um legislador egípcio, pastor e filósofo, que viveu na região de Ninus por volta de 1.330 a.C. ou antes desse período; a estimativa é de 1.500 a.C a 2.500 a.C. Teve sua contribuição registrada através de trinta e seis livros sobre teologia e filosofia, além de seis sobre medicina, todos perdidos ou destruídos após invasões ao Egito. O estudo sobre sua filosofia é denominado hermetismo.


Hermes Trismegisto foi um misterioso mestre que viveu no Egito uns 2,5 mil anos antes de Cristo. Seu impressionante legado intelectual (centenas de obras sobre teologia e cosmogonia, engenharia e arquitetura sagrada, medicina e filosofia, psicologia e magia, entre outras) perdeu-se ao longo dos séculos, sobrando somente alguns textos, entre os quais a famosa Tábua Esmeraldina e o Corpus Hermeticum e O Caibalion, bases da alquimia árabe e europeia medievais.

Estas crenças tiveram influência na sabedoria oculta europeia, desde a Renascença, quando foram reavivadas por figuras como Giordano Bruno e Marsilio Ficino. 

A magia hermética passou por um renascimento no século XIX na Europa Ocidental, onde foi praticada por nomes como os envolvidos na Ordem Hermética do Amanhecer Dourado e Eliphas Levi. No século XX foi estudada por Aleister Crowley, entre outros.

Hermes é considerado o pai da Alquimia e seu nome do latim, sendo seus outros nomes: Toth em grego e Tehuti ou Dyehuty em egípcio. 


Os gregos o chamavam de Trismegisto, significando que esse mestre dominava os três graus do Conhecimento: os níveis do Aprendiz, do Companheiro e do Mestre dentro da simbologia maçônica; e as três Montanhas – Iniciação, da Ressurreição e Ascensão – entre os gnósticos. Já os romanos o chamavam de Mercurius ter Maxinus.

Hermes Trismegisto é mencionado primordialmente na literatura ocultista como o maior de todos os sábios egípcios, o grande criador da Alquimia, além de desenvolver um profundo sistema de crenças metafísicas que hoje é conhecido como Hermética.

Para alguns pensadores medievais, Hermes Trismegisto foi um profeta pagão que anunciou o advento do cristianismo. E segundo o Islã, esse mestre era o próprio profeta Ídris (Enoch em árabe), mencionado diversas vezes no Alcorão e que viu Deus face a face graças à sua santidade.

Esse mestre, segundo Clemente de Alexandria, escreveu 42 livros sobre a simbologia e os fundamentos alquímicos, os quais os grandes alquimistas medievais árabes e, posteriormente, europeus, estudaram e estabeleceram uma didática característica.

Uma das chaves para entender como o Universo funciona nos foi dada por Hermes-Toth, também conhecido como Hermes Trismegistus.

Algumas pessoas o consideram um deus, outras um grande iniciado, e algumas ainda acreditam que este nome represente uma das primeiras Ordens Iniciáticas do Antigo Egito e Grécia, cujos trabalhos de seus Iniciados perduram até os dias de hoje, através da ciência conhecida como Hermetismo.
Recentes estudos associam a filosofia de Hegel com o hermetismo. 


Hermetismo ou hermeticismo é o estudo e prática da filosofia oculta e da magia associados a escritos atribuídos a Hermes Trismegisto, "Hermes Três-Vezes-Grande", uma deidade sincrética que combina aspectos do deus grego Hermes e do deus egípcio Thoth.

A divindade de Hermes Trismegisto provêm da introdução do deus Toth na religião grega. Toth é um deus egípcio o qual simboliza a lógica organizada do universo. Ele é relacionado aos ciclos lunares a qual em suas fases expressa a harmonia do universo. E também como deus do verbo e da sabedoria foi naturalmente identificado com Hermes. Como o deus da sabedoria Toth foi atribuído como escritor de uma série de textos sagrados egipcíos os quais descrevem os segredos do universo. Os textos Herméticos antigos podem ser considerados também retentores de ensinamento e de uma base de iniciação a antiga religião egípcia.
Como todos os deuses egípcios o Toth inicialmente era adorado localmente, mas depois a adoração a ele espalhou-se por todo o Egito. Uma das localidades de adoração ao Toth era na Grande Hermópolis. Com o estabelecimento da dinastia ptolomaica naquela região gregos imigraram também para a cidade sagrada de Toth. Desta imigração de gregos advém a identificação de Hermes com Toth.

Thot é um deus egípcio, representado com cabeça de íbis; é o deus do conhecimento, da sabedoria, da escrita, da música e da magia.

Sua contraparte feminina era Maat, deusa da Justiça, e seu principal templo ficava em Khemennu (que os gregos chamavam de Hermopolis e os árabes de Eshmunen).



Mas Toth também tinha templos iniciáticos em Abydos, Hesert, Urit, Per-Ab, Rekhui, Ta-ur, Sep, Hat, Pselket, Tamsis, Antcha-Mutet, Bah, Amen-heri-ab e Ta-kens. Nestes templos, seus discípulos aprendiam as bases do que chamamos de “Livro de Toth”, ou como é conhecido pelos profanos, o Tarot.

As 78 lâminas, também chamada “Espelho da Alma”, são capazes de reproduzir simbolicamente todos os fluxos de energia que permeiam uma situação (as pessoas acreditam que o Tarot serve para “prever o futuro” mas isto não é verdade. Seu uso principal é para autoconhecimento). 

Ele era considerado o coração e a língua de Rá, assim como a vontade de Rá traduzida para a fala (o Verbo). Dentro do Panteão Egípcio, ele possuía diversas funções muito importantes (entre elas, ensinar a escrita, magia, ciência, astrologia e ajudar no julgamento dos mortos).

Toth também é responsável pelo governo dos Planetas e das estações. É chamado de “Senhor das palavras Sagradas” pois foi ele quem inventou os hieroglifos e os números. Por ter sido o primeiro magista, Toth possuía mais poder até mesmo do que Osíris ou Rá.

Evolução durante os anos

Como a origem dos conhecimentos herméticos datam de alguns milhares de anos, é natural que durante tão longo tempo tenha ocorrido grandes transformações, tanto no que diz respeito aspectos organizacionais quando no contexto dos próprio ensinos. Dito isso resultou um grande número organizações no passado assim como no presente intituladas de "Ordem Hermética". Os conhecimentos e a estruturação de algumas são oriundas das Escolas de Mistérios do Antigo Egito. Naturalmente o termo "Ordem" só apareceu depois da decadência do Egito, quando grupos de estudiosos deram nomes às organizações que transmitiam o conhecimento deixados por Thoth.
Sempre existiram muitas organizações que se intitularam de Sociedade, ou de Ordem Hermética, e também na atualidade. Muitas trazem ensinamentos autênticos, embora algumas atribuam o nome "hermética" a conceitos de grupos ou meras fantasias.
Ordens herméticas que ficaram consagradas ao longo dos séculos foram a Ordem dos Cavaleiros Templários, a Maçonaria e a Ordem Rosa-cruz. A Ordem Hermética da Aurora Dourada é uma ordem nova comparada com as anteriores,ela surgiu na década de 1880.

Interpretações dos textos

Caibalion

São sete as principais leis herméticas, estas se baseiam nos princípios incluídos no livro "O Caibalion"que reúne os ensinamentos básicos da Lei que rege todas as coisas manifestadas. A palavra Caibalion seria um derivado grego da mesma raiz da palavra Cabala, que em hebraico significa "recepção". O livro descreve as seguintes leis herméticas:
  • Lei do Mentalismo: "O Todo é Mente; o Universo é mental".
  • Lei da Correspondência: "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima".
  • Lei da Vibração: "Nada está parado, tudo se move, tudo vibra".
  • Lei da Polaridade: "Tudo é duplo, tudo tem dois polos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliáveis".
  • Lei do Ritmo: "Tudo tem fluxo e refluxo, tudo tem suas marés, tudo sobe e desce, o ritmo é a compensação".
  • Lei do Gênero: "O Gênero está em tudo: tudo tem seus princípios Masculino e Feminino, o gênero manifesta-se em todos os planos da criação".
  • Lei de Causa e Efeito: "Toda causa tem seu efeito, todo o efeito tem sua causa, existem muitos planos de causalidade mas nada escapa à Lei
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia
Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do entendimento.” – O Caibalion
Nos primeiros tempos existiu uma compilação de certas Doutrinas básicas do Hermetismo, transmitida de mestre a discípulo, a qual era conhecida sob o nome de “Caibalion”. A palavra “Caibalion”, na linguagem secreta significa tradição ou preceito manifestado por um ente de cima.
Esta palavra tem a mesma raiz que a palavra Cabala, vida ou entre manifestado, com o acréscimo do “íon” ou “eon” dos gnósticos. Este ensinamento é, contudo, conhecido por vários homens a quem foi transmitido dos lábios aos ouvidos, desde muitos séculos.
Estes preceitos nunca foram escritos ou impressos até chegarem ao nosso conhecimento, sendo uma coleção de máximas, preceitos e axiomas, não inteligíveis aos profanos, mas que eram prontamente entendidos pelos estudantes do hermetismo.
Do velho Egito saíram os preceitos fundamentais esotéricos e ocultos que tão fortemente tem influenciado as filosofias de todas as raças, nações e povos, por vários milhares de anos. O Egito, a terra das Pirâmides e da Esfinge, foi a pátria da Sabedoria secreta e dos Ensinamentos místicos. Todas as nações receberam dele a Doutrina secreta.
No antigo Egito viveram os grandes Adeptos e Mestres que nunca mais foram superados, e raras vezes foram igualados, nos séculos que se passaram desde o tempo do grande Hermes, que entre os Grandes Mestres do antigo Egito era conhecido como o Mestre dos Mestres, que foi o pai da Ciência Oculta, o fundador da Astrologia e o descobridor da Alquimia.
Supõe-se que Hermes viveu pelo ano 2.700 a.C., quando o Egito já estava sob o domínio dos Reis Pastores. Em todos os países antigos, o nome de Hermes Trismegisto foi reverenciado, sendo esse nome considerado como sinônimo de “Fonte de Sabedoria”.
Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente.” – O Caibalion

Lectorium Rosicrucianum

O conteúdo da Tábua de Esmeralda e dos textos do Corpus Hermeticum foram compilados e interpretados por J. van Rijckenborgh, Grão-Mestre da Escola Internacional da Rosacuz Áurea (Lectorium Rosicrucianum), nos 4 tomos do livro "A Gnosis Original Egípcia" (Uma edição antiga possui um título distinto "A Arquignosis Egípcia"). Ele apresenta uma visão Rosacruz e Gnóstica sobre o tema.

Hermes Trismegisto e o Caibalion: 

Breve história de Hermes Trismegistos e uma análise da alquimia ao longo dos milênios. A obra de Trismegistos é compilada no livro Caibalion, também analisado no vídeo.
Palestra da professora Lúcia Helena Galvão para Nova Acrópole.



Tábua de esmeralda

A Tábua de Esmeralda (ou Tábua Esmeraldina) é o texto escrito por Hermes Trismegisto que deu origem à Alquimia.
Surgiu primeiramente nos textos seguintes: Kitab Sirr al-Khaliqa wa Sanat al-Tabia(c. 650 d.C.), Kitab Sirr al-Asar (c. 800 d.C.), Kitab Ustuqus al-Uss al-Thani (século XII), e Secretum Secretorum (c. 1140).






Edição original do texto em latim, de Chrysogonus Polydorus (Nuremberga, 1541).

Tabula Smaragdina
O texto em latim, escrito por João de Sevilha (Johannes Hispaniensis), em Secretum Secretorum, é apresentado abaixo:
(1) Verum sine mendacio, certum et verissimum:
(2) Quod est inferius est sicut quod est superius, et quod est superius est sicut quod est inferius, ad perpetranda miracula rei unius.
(3) Et sict omnes res fuerunt ab Uno, mediatione unius, sic omnes res natæ fuerunt ab hac una re, adaptatione.
(4) Pater ejus est Sol, mater ejus Luna;
portavit illud Ventus in ventre suo; nutrix ejus Terra est.
(5) Pater omnes Telesmi totius mundi est hic.
(6) Vis ejus integra est, si versa fuerit in Terram.
(7) Separabis terram ab igne, subtile a spisso, suaviter, cum magno ingenio.
(8) Ascendit a terra in cœlum, interumque descendit in terram et recipit vim superiorum et inferiorum.
(9) Sic habebis gloriam totius mundi.
(10) Ideo fugiet a te omnis obscuritas.
(11) Hic est totius fortitudinis fortitudo fortis: quis vincet omnem rem subtilem omnemque solidam penetrabit.
(12) Sic mundus creatus est.
(13) Hinc erunt adaptationes mirabiles quarum modus est hic.
(14) Itaque vocatus sum Hermes Trismegistus, habens tres partes philosophiæ totius mundi.
(15) Completum est quod dixi de Operatione Solis.

Tábua de Esmeralda

A tradução da Tabula Smaragdina':
(1) É verdade, certo e muito verdadeiro:
(2) O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo, para realizar os milagres de uma única coisa.
(3) E assim como todas as coisas vieram do Um, assim todas as coisas são únicas, por adaptação.
(4) O Sol é o pai, a Lua é a mãe, o vento o embalou em seu ventre, a Terra é sua alma;
(5) O Pai de toda Telesma do mundo está nisto.
(6) Seu poder é pleno, se é convertido em Terra.
(7) Separarás a Terra do Fogo, o sutil do denso, suavemente e com grande perícia.
(8) Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores.
(9) Desse modo obterás a glória do mundo.
(10) E se afastarão de ti todas as trevas.
(11) Nisso consiste o poder poderoso de todo poder:
Vencerás todas as coisas sutis e penetrarás em tudo o que é sólido.
(12) Assim o mundo foi criado.
(13) Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas.
(14) Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegisto, pois possuo as três partes da filosofia universal.
(15) O que eu disse da Obra Solar é completo.

Livro dos Mortos


Secção do Livro dos Mortos no Papiro de Nani c. 1040 a.C.– 945 a.C.
Livro dos Mortos (cujo nome original, em egípcio antigo, era Livro de Sair Para a Luz ou Saída para a Luz do Dia) é a designação dada a uma coletânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito, escritos em rolos de papiro e colocados nos túmulos junto das múmias. O objetivo destes textos era ajudar o morto em sua viagem para o outro mundo, afastando eventuais perigos que este poderia encontrar na viagem para o Além. O livro era posto sob a cabeça da múmia ou junto dela, ou então copiavam-se trechos dele na tumba.
A ideia central do Livro dos Mortos é o respeito à verdade e à justiça, mostrando o elevado ideal da sociedade egípcia. Era crença geral que diante da deusa Maat de nada valeriam as riquezas, nem a posição social do falecido, mas que apenas os atos seriam levados em conta. Foi justamente no Egito que esse enfoque de que a sorte dos mortos dependia do valor da conduta moral enquanto vivo ocorreu pela primeira vez na história ocidental, visto que entre os habitantes do Vale do Rio Indu já existiam as noções de Karma e Dharma, ações que resultariam numa reação nesta e em outras vidas. Mil anos mais tarde, — diz Kurt Lange - essa ideia altamente moral não se espalhara ainda por nenhum dos povos civilizados que conhecemos. Em Babilônia, como entre os hebreus, os bons e os maus eram vítimas no além, e sem discernimento, das mesmas vicissitudes.
Não resta dúvida de que o julgamento dos atos após a morte devia preocupar, e muito, a maioria dos egípcios, religiosos que eram. Para os egípcios esse conjunto de textos era considerado como obra do deus Thoth. As fórmulas contidas nesses escritos podiam garantir ao morto uma viagem tranquila para o paraíso e, como estavam grafadas sobre um material de baixo custo, permitiam que qualquer pessoa tivesse acesso a uma terra bem-aventurada, o que antes só estava ao alcance do rei e da nobreza. Em verdade, essa compilação de textos era intitulada pelos egípcios de Capítulos do Sair à Luz ou Fórmulas para Voltar à Luz (Reu nu pert em hru), o que por si só já indica o espírito que presidia a reunião dos escritos, ainda que desordenados. Era objetivo desse compêndio, nos ensina o historiador Maurice Crouzet, fornecer ao defunto todas as indicações necessárias para triunfar das inúmeras armadilhas materiais ou espirituais que o esperavam na rota do "ocidente".
Livro dos Mortos não era um "livro" no sentido coeso da palavra. A atual ideia de livro sugere a existência de um autor (ou autores) que propositadamente redige um texto com um princípio, meio e fim. Em vez disso, os textos que integram o que hoje se denomina por Livro dos Mortos não foram escritos por um único autor nem são todos da mesma época histórica. Um dos escritores mais conhecido por colaborar com uma parte desse livro foi Snefferus S. Karnak.
Os antigos egípcios denominavam a esta coletânea de textos como Prt m hru , o que pode ser traduzido como "A Manifestação do Dia" ou "A Manifestação da Luz". A atual designação é disputada entre duas origens. A primeira refere-se ao título dado aos textos pelo egiptólogo alemão Karl Richard Lepsius quando os publicou, em 1842 - Das Todtenbuch der Ägypter (Todtenbuch, Livro dos Mortos). Afirma-se igualmente que o título possa ser oriundo do nome que os profanadores dos túmulos davam aos papiros que encontravam junto às múmias - em árabe, Kitab al-Mayitun (Livro do Defunto).

Primeiros facsimilares

Quatro anos após a campanha do Egito da França (1798-1801) é publicado em Paris o primeiro facsimilar de um exemplar do Livro dos mortos. Trata-se do Papyrus Cadet, feito durante a dinastia Ptolemaica para o egípcio Padiamonebnésuttauy. Seguidamente, esse facsimilar é colocado com outros no segundo volume do monumental Descrição do Egito. Essa obra foi publicada entre 1809 e 1828.

Traduções


Karl Richard Lepsius, o primeiro tradutor do Livro dos Mortos.
A primeira tradução do Livro dos mortos foi publicada em 1842. Foi uma edição em língua alemã, fruto do trabalho do egiptólogo alemão Karl Richard Lepsius, traduzida com base no Papyrus de Iuef-Ânkh, da época ptolomaica e guardada no museu egiptólogo de Turim. Lepsius dividiu esse papiro, um dos mais completos, em 165 capítulos numerados (um capítulo por cada fórmula mágica distinta). Por razões práticas, essa numeração mesmo que arbitrária é sempre atual no meio da filologia egípcia.
Em 1881 o holandês Willem Pleyte publica 9 capítulos adicionais (166 a 174) mas que foram ignorados pelo suíço Henri Édouard Naville. Este último revelou os seus próprios capítulos adicionais (166 a 186) baseado em diferentes papiros do Novo Império egípcio.
Em 1898 o inglês sir E. A. Wallis Budge publicou uma sua tradução baseado nos papiros que remontam da XVIII.ª dinastia egípcia à dinastia Ptolomaica. A sua edição cresce com os capítulos 187 a 190 retirados do Papyrus de Nu, salvaguardados no British Museum de Londres.
Mais recentemente o americano Thomas George Allen (em 1960) fez uma tradução em língua inglesa com dois capítulos adicionais (191 e 192).

Alquimistas famosos 


Albert Poisson - Eugène Canseliet - Fulcanelli - Geber - Ge Hong - Isaac Newton - Johann Conrad Dippel - John Dee - Luis d'Estissac - Maria, a Judia - Michał Sędziwój - Nicolas Flamel - Paracelso

Referências



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